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Espetáculo
Localizado
na lha de Tupinambarana, a 420 kilômetros de Manaus,
Parintins é uma cidade dividida. Dividida pelos enfeites
e galeras dos Bois Caprichoso e Garantido que colorem o local
durante o Festival de Parintins (entre 28 e 30 de junho).
A
rivalidade é ferrenha, mas sempre respeitando a cordialidade.
Tanto que os integrantes de Caprichoso, ou Garantido, limitam-se
a chamar o rival de "contrário". E para abrilhantar
a festa, a cidade de 35 mil mais que dobra de tamanho, ficando
com mais de 100 mil pessoas entre Parintinenses e turistas.
No
Bumbódromo, cada Boi se apresenta durante 3 horas nos
três dias de festival. A ordem das apresentações
é sempre definida por sorteio.
São nove da noite, o apresentador do Boi cumprimenta
a platéia (o próximo Boi irá se apresentar
por volta da meia-noite). Em seguida a toada começa
a incendiar a arena. E o Bumbódromo literalmente treme.
Nessa
festa, religiosidade e folclore se misturam entre animais
da floresta, figuras do imaginário popular e índios.
Os quatro mil integrantes de cada Boi contam ano após
ano a história de Pai Francisco e Mãe Catirina,
a qual tem um desejo incontrolável de comer língua
de boi durante a gravidez, e pede a seu marido para saciá-lo.
Só
que para cumprir a tarefa, Pai Francisco mata o boi preferido
do patrão, que o descobre. Em seguida um padre e um
médico (pajé na língua dos índios)
são chamados e salvam o boi, que ressuscita e perdoa
Pai Francisco e Mãe Catirina. Com isso a comemoração
é completa.
Fotos
: photoman.pavc.com
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